Eu amo o Senhor, nosso Deus, nosso criador e o responsável pelas nossas felicidades. Aquele que sacrificou-se na cruz por nós, que aceitou ser torturado atá a morte pelos nossos pecados, aquele que venceu a morte e superou-a. Aquele que, por amor a seus filhos, a seus imperfeitos e traidores filhos, sacrificou a si mesmo. Aquele que era rei e se fez de servo. Minha devoção por tal rei é eterna e nunca irá se esvair.


Eu penso nele e eu sorrio. Eu olho para a natureza, para o céu, para a água, para os animais, e tudo que eu consigo pensar é na perfeição que é tudo isso. Que não há possibilidade de algo tão perfeito ter surgido ao acaso.


Penso sobre como Deus nos mandou amar nossos semelhantes, meus irmãos em cristo, os seres iguais a mim. Como eu deveria amar até mesmo quem não merece, quem comete maldades, quem faz o mal diretamente a você.
Pois, Deus já faz isso. Todos nós cometemos maldades todos os dias, todos nós profanamos o nome de Cristo todos os dias quando pecamos em sua presenca, e ele está sempre presente. E ainda sim Ele nos ama. Então, diga-me, por que não deveríamos amar aqueles que fazem o mal para nós? Quando amamos quem nos faz o mal, provamos para ele e para nós que tal maldade não nos atinge. Eu não estou em um grau de moralidade maior do que ele, se eu for olhar mais a fundo, perceberei que não sou melhor que ele, no fim. Nós dois cometemos maldades, porém é escolha minha decidir se eu odiarei alguém pelas maldades feitas por ele ou se eu serei melhor que isso, e amarei-o. Sei que se ele realmente mereça sofrer por suas maldades, então que Deus o puna, não eu. Sou muito pequena, muito diminuta, muito limitada para fazer o papel de juíza aqui, mas Deus não.
No fim, somos todos farinha do mesmo saco. Leite da mesma vaca. Frutos de uma mesma árvore.
E um fazendeiro, quando cata os frutos de uma árvore, seleciona os melhores e os piores frutos. Mas os frutos não se selecionam entre si. Da mesma forma nós, ao meu ver.